A crise econômica mundial afeta a todos os setores, inclusive o da prostituição. Porém este, lamentavelmente pensarão alguns, não recebe a ajuda estatal como fazem com os bancos, indústrias automotrizes, metalúrgicas e outras. A solucão de seus problemas tem que ser mais original. E por esse caminho vão os bordéis de Berlim.
A prostituição é legalizada na Alemanha e o setor conta com umas 400.000 garotas da vida "fácil" registradas oficialmente.
Porém o próprio governo não ficou satisfeito com essa tarifa "all inclusive" e começou a fazer blitzes, inclusive fechando alguns locais. Segundo a agência Reuters, 700 policiais participaram no último fim de semana de várias blitz em diversas cidades alemãs e isolaram dois bordéis em Baden-Wuttemberg. Dois de Berlim e outro da Renania do Norte-Westfalia sofreram también o "baculejo" policial, mas conseguiram continuar com suas atividades.
As autoridades alemãs acham que a prostituicão tradicional não é tão prejudicial, porém sim este novo tipo de "rodízio do sexo" porque, segundo Ulrich Goll, ministro de Justiça de Baden-Wuttemberg, "a mulher se converte em objeto, privando o seu direito de escolha com quem vai pra cama e isso supõe um atentado contra sua dignidade".
Legalmente, a Polícia se apega em irregularidades como a falta de higiene, a fraude fiscal ou o emprego de prostitutas sem contrato ou permissão de residência e trabajo na Alemanha para inspecionar os lugares. As organizações que defendem as prostitutas dizem que em parte a polícia está correta, mas que muitas denúncias não têm fundamento e não são mais que uma desculpa das autoridades regionais para acabar com a Lei da Prostituição, aprovada em 2002.
Entre outras novidades do setor, está a de um lupanar de Berlim, que oferece descontos aos clientes que chegam de bicicleta "para lutar contra o aquecimento global". Dizem que dessa forma acabam com o problema de estacionamento nos arredores do seu estabelecimento. Também são dados descontos a quem comprove que chegou até o cabaré por algum meio de transporte público, como o "Maison d'Envie", que diz estar patrocinado pela companhia municipal de transportes.
Porém ninguém foi tão original como o "Pussy Club" (Casa do Chibiu, em tradução livre), de Berlim. Este oferece "entrada grátis para as esposas dos seus clientes". (alguém vai encarar levar sua patroa??? hehehehe)
fonte: Agência Digital de Notícias



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