Inveterados e assíduos frequentadores do referido pega-bêbo, quase moradores em situação de risco da dita calçada, confesso que estou temendo por Pablito Garcia e Lurdinha Pé-de-Bombo, ambos leitores e amigos queridos deste missivista. Vai ver sobrou bolacha pros dois lá ontem, e como dizia vovó Creuza, tapa dada não se tira!
A única coisa que eu não entendo é porque o Bar Central - que paga impostos e emprega gente legalmente não pode usar parte do espaço público para armar meia-dúzia de mesas, enquanto na praia de Boa Viagem, verdadeiro cabide-de-empregos, invadido por barracas imundas, carroçeiros toscos, comércio ambulante ilegal e degradante do meio ambiente, nada é feito de concreto para a ordenação daquele espaço público. Registre-se que a Lei Municipal de ordenamento da praia não passou de uma palhaçada, que à primeira pressão dos "comerciantes" donos do espaço público" não deu em nada...
A zorra continua depois de 8 anos, mas que o populacho recifense não se preocupe, pois o $onho de urbanização do PT é REAL.
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(Deram ontem no DP)
Operação acaba em conflito
em bares da Rua Mamede Simões, na Boa Vista
Estratégia de guerra. Armas em punho, arbitrariedade e agressão. É o que denunciam clientes, funcionários e proprietários dos bares localizados na Rua Mamede Simões, no bairro da Boa Vista, depois de uma ação da Diretoria de Controle Urbano do Recife (Dircon), junto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, intitulada Operação Sossego. O órgão recolheu mesas e cadeiras que estavam na via e nas calçadas, durante a noite de ontem. O garçom do bar Central, Yorubá Pinheiro de Andrade, 23 anos, chegou a ser agredido no rosto e detido, por tentar evitar que a Dircon levasse as mesas do estabelecimento.
De acordo com uma testemunha, a advogada Marcela Lopes, 34, a polícia chegou retirando todos os clientes das mesas para recolher o material dos estabelecimentos, sem ao menos apresentar uma ordem de serviço. "Pedimos para verificar a ordem e, mostraram um documento que não incluía o bar Central. Pedimos que esperassem a gente pagar a conta, mas levaram a mesa com comidas e bebidas, e acabou quebrando tudo. Foi absurdo".
Os proprietários dos bares denunciaram que não foram notificados pela Dircon para a retirada das mesas da via, muito menos receberam qualquer nota informando o que foi recolhido.
O proprietário do Central, André Rosemberg, reconheceu que sabia que a ocupação não era permitida, mas disse não ter sido notificado. "Eexiste o costume de ser beber nas calçadas e na rua. A pedido dos clientes, colocamos as mesas do lado de fora, mas poderiam ter usado uma estratégia melhor e não uma 'ação de choque'. Sei que é proibido, e sou a favor da acessibilidade com as calçadas livres, mas vamos ver se isso será aplicado em todo o Recife. Eles vão bater em todo mundo?".
Um dos fiscais da Dircon, Hamílton Brito, informou que os bares foram notificados e que a orientação da Operação Sossego é desobstruir o passeio público. "Mandamos comunicados para todos os bares avisando que íamos retirar as mesas do local. Eles estavam cientes. Não deu para dar a nota do que foi apreendido porque tumultuou e ficamos com medo dos clientes".




